Quem Deu O Passe Do Gol Do Tetra Do Fluminense
A história do quem deu o passe do gol do tetra do Fluminense é um dos momentos mais emocionantes da década de 2020 no futebol brasileiro, recheado de reviravoltas e personagens inesquecíveis. No dia 21 de abril de 2024, no estádio do Maracanã, Fluminense e Flamengo se enfrentaram pela semifinal do Campeonato Carioca, e o resultado não poderia ser mais inesquecível: com um gol marcado nos acréscimos do segundo tempo, a equipe tricolor carimbou a vaga para a decisão da competição e consolidou a sua sétima estrela. Para entender a origem daquele gol, é preciso voltar alguns instantes antes, quando o jogo parecia perdido e a torcida já se via diante de uma possível catástrofe.
A rotina tricolor que se despediu de Cano
Antes daquela partida, o Fluminense vinha de uma temporada quase perfeita, liderando o Brasileirão e colhendo os frutos de um projeto sólido comandado pelo técnico Fernando Diniz. Dentro de campo, ninguém duvidava da importância de Cano, que liderava o time com artilharia e presença em quase todas as jogadas ofensivas. Porém, a semifinal carioca reservava uma surpresa, e a lesão do artilheiro acabou sendo o primeiro golpe de teatro daquela tarde de domingo no Maracanã.
- Lesão precoce: logo no início do jogo, Cano sentiu uma lesão muscular e teve que ser substituído.
- Mudança no estilo: sem o centroavante mais letal, o Fluminense precisou adaptar a estratégia e buscar outras formas de criar e finalizar.
- Pressão da torcida: a expectativa era grande, e qualquer erro poderia ser fatal diante de um rival histórico como o Flamengo.
A saída mais natural seria o receio, mas o elenco optou por manter a fé e buscar alternativas. Foi nesse cenário que a figura do substituto passou a ganhar destaque, especialmente a de John Kennedy, que entraria no lugar de Cano e mudaria a cara do confronto.

John Kennedy: da pressão à heroína
Quem entrou no lugar de Cano não era um nome anônimo para a torcida tricolor. John Kennedy, jovem atacante da base, já vinha ganhando espaço ao longo da temporada e tinha se destacado em momentos chave. Naquela tarde, porém, ele entrou sob pressão, não só por ser a novidade, mas porque precisava reescrever o rumo da partida.
O primeiro tempo foi difícil, com o Fluminense tendo dificuldades para criar jogadas claras. O Flamengo dominava a posse e impunha seu ritmo, e a torcida começou a sentir o peso de uma possível eliminação precoce. Foi então que, aos poucos, John Kennedy foi ganhando confiança, movendo-se pelo campo, recebendo passes e criando oportunidades para os companheiros. Aos 47 minutos, no segundo tempo, a virada começou a ser construída, e nele esteve presente.
- Primeiro toque: após uma jogada trabalhada, Douglas Luiz cruzou da esquerda, e John Kennedy apareceu como opção.
- Desvio fatal: a bola bateu em Ronald, do Flamengo, e acabou parando nas costas do goleiro.
- Gol que abalou: o tento veio pouco depois, em uma dessas sequências que mostraram a evolução do atacante.
A jogada que definiu o jogo
O gol que colocou o Fluminense na frente e definiu a vaga para a final teve início em um lance aparentemente comum, mas que revelou a inteligência coletiva de um time. Após a saída de Cano, a equipe tricolor passou a organizar as jogadas em torno de John Kennedy, que não apenas recebia a bola como também se movia para abrir espaço. A teia ofensiva foi se construindo aos poucos, com toques curtos e movimentações rápidas.
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Foi em uma dessas combinações, já nos acréscimos do segundo tempo, que o passe decisivo surgiu. Douglas Luiz, que vinha sendo um dos destaques daquela partida, recebeu a bola na esquerda, avançou alguns metros e, olhando para a área, encontrou John Kennedy livre entre os zagueiros. O cruzamento veio, a defesa falhou, e o jovem atacante completou a ação, colocando a bola no fundo da rede.
Quem foi o verdadeiro artífice da jogada
Na hora de atribuir os créditos, é comum surgir a dúvida sobre quem deu o passe do gol do tetra do Fluminense. Para muitos, a resposta mais óbvia seria John Kennedy, que estava na frente e definiu o lance com o chute. Porém, a beleza daquele momento este justamente na construção coletiva.
- Douglas Luiz: responsável por um dos passes mais decisivos da carreira, mostrando visão de jogo e precisão.
- Ganso e Yago: ambos participaram da jogada que originou a jogada, mantendo a posse e criando oportunidades.
- John Kennedy: embora tenha sido o executor, recebeu o apoio fundamental de todos os setores do time.
Ainda assim, se há um nome que ganha destaque quando falamos no lance, esse nome é o de Douglas Luiz. O meia do Fluminense, com calma e inteligência, olhou para o campo, viu a oportunidade e colocou a bola no local exato. Foi um passe de camisa 10, que transformou uma jogada já bonita em uma declaração de amor ao tricolor.
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O eco daquele momento
O lance não foi apenas mais um gol na carreira de John Kennedy, nem simplesmente mais uma vitória no clássico. Ele foi um marco daquela temporada, provando que um time pode superar adversidades, lesções e expectativas negativas com união e confiança. A imagem de Douglas Luiz soltando aquela bola e vendo John Kennedy converteu o momento em eternidade.
Hoje, ao falar do título e daquela partida, é impossível não lembrar de quem deu o passe do gol do tetra do Fluminense. Trata-se de uma jogada que encapsula a essência do futebol: a beleza de um coletivo, a importância de cada detalhe e a capacidade de transformar desafios em histórias de glória. O lance ecoa até hoje, inspirando novas gerações e reforçando o orgulho de ser tricolor.
Gol de Fred - Fluminense 4 x 0 Corinthians - Brasileirão 2022
Narração: Luiz Carlos Jr. Imagens: Grupo Globo.