Como É Feita A Cirurgia Das Amígdalas
A cirurgia das amígdalas, também conhecida como amigdalectomia, é um procedimento comum que remove as amígdalas palatinas para tratar infecções recorrentes e problemas de obstrução da via aérea.
O que são as amígdalas e para que servem
As amígdalas são pequenos aglomerados de tecido linfático localizados na parte posterior da boca, na região da faringe.
Quando as amígdalas estão hipertróficas ou inflamadas, causam dificuldade para respirar, engolir, falar e até mesmo dormir, caracterizando o principal motivo pelo qual muitos pacientes buscam a amigdalectomia.

Sinais e sintomas que indicam a necessidade de cirurgia
A indicação para a cirurgia das amígdalas geralmente surge após episódios frequentes de infecções, como faringites e amigdalites agudas, que não respondem bem aos tratamentos convencionais. Também é comum a recomendação quando há apneia do sono obstrutiva relacionada às amígdalas, ronco intenso e episódios de hipoxemia noturna.
Outro fator importante é a presença de abscesso periamigdalínico, uma complicação que causa dor intensa, dificuldade para abrir a boca e até comprometimento da deglutição. Quando esses sintomas se tornam crônicos e afetam a qualidade de vida, a amigdalectomia se torna uma opção viável e segura.
Como é feita a cirurgia das amígdalas: tipos de anestesia
A anestesia é um dos cuidados iniciais mais importantes durante a cirurgia das amígdalas. O paciente recebe anestesia geral, o que garante total dormência e ausência de dor ao longo do procedimento. Em alguns casos, especialmente em adultos, pode ser utilizada anestesia local com sedação, mas a anestesia geral continua sendo a mais comum pela segurança e conforto.

Antes da anestesia, o anestesista avalia o histórico clínico e os exames laboratoriais do paciente para definir a melhor técnica. Durante todo o procedimento, a equipe monitora constantemente os sinais vitais, como frequência cardíaca, pressão arterial e oxigenação, garantindo uma intervenção segura.
As técnicas utilizadas na amigdalectomia
Existem basicamente duas técnicas principais para a remoção das amígdalas: a cirurgia com bisturi e a técnica por radiofrequência. Na abordagem tradicional, o cirurgião usa um bisturi ou uma serra elétrica para cortar as amígdulas, enquanto na radiofrequência, energia térmica é aplicada para vaporizar o tecido de forma mais seletiva.
Em ambos os métodos, o objetivo é remover completamente o tecido das amígdulas, respeitando as estruturas adjacentes, como a base da língua e as paredes da faringe. A escolha da técnica depende da anatomia do paciente, da experiência do cirurgião e das preferências clínicas da equipe.

Passo a passo da cirurgia tradicional
Na amigdalectomia tradicional, o paciente está deitado deitado de costas com a cabeça estendida para facilitar o acesso à orofaringe. O cirurgião introduz um espelho ou uma laringoscopia para visualizar as amígdalas e, com um bisturi ou uma pinça especial, mobiliza o tecido.
O corte é feito na cápsula que envolve a amígdala, e o tecido é removido completamente. A hemostase é controlada com gaze compressa ou, em alguns casos, com sutura pontual. O procedimento costuma durar entre 20 e 30 minutos e é realizado em ambiente hospitalar ou clínica especializada.
Cuidados pós-operatórios e recuperação
Após a cirurgia das amígdalas, o paciente é levado para uma sala de recuperação, onde é monitorado até que os efeitos da anestesia sejam neutralizados. É comum sentir dor de garganta, dificuldade para engolir e alguma fadiga no primeiro período pós-operatório.

As recomendações incluem evitar atividades pesadas por algumas semanas, manter uma dieta líquida ou macia e hidratar-se constantemente. Durante a consulta de acompanhamento, o médico avalia a cicatrização e orienta sobre a retomada das atividades normais, geralmente entre duas e quatro semanas após o procedimento.
Tudo sobre Amígdalas e Adenoide | Episodio 08 - Como é feita a cirurgia?
Dr Mohamad Saada: CRM 145.099 | RQE 64938 - As informações apresentadas neste vídeo são de caráter educativo e não ...